Mata Atlântica

Historicamente, a Mata Atlântica acompanhava todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Porém, em função da ocupação humana e o desmatamento, a partir do século XX, este bioma foi drasticamente reduzido, sendo hoje considerado uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo. A Mata Atlântica engloba as regiões mais desenvolvidas do país, como o estado de São Paulo e do Rio de Janeiro e, consequentemente, encontra-se sob alta pressão antrópica, restando apenas 7% de sua cobertura florestal na forma original. Ao mesmo tempo, a Mata Atlântica apresenta alto grau de endemismo, ou seja, várias espécies ocorrem somente neste bioma, como, por exemplo, o mico-leão dourado. Ainda, a Mata Atlântica abriga hoje, 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, de acordo com o IBAMA. Em função do alto nível de fragmentação e a alta densidade humana, a situação de conservação da onça-pintada neste bioma é o mais crítico no país.

O Instituto Onça-Pintada, atualmente apóia pesquisas no Parque Estadual Serra do Mar e Parque Estadual Carlos Botelho, no Estado de São Paulo. O Parque Estadual da Serra do Mar com cerca de 315.000 hectares contém a maior área contínua de Mata Atlântica preservada do Brasil. Sua vegetação é de mata secundária e em decorrência da caça ilegal e intenso corte de palmito, muito comum na região, as espécies de mamíferos de grande porte que servem de presas para as onças-pintadas foram praticamente extintas. O Parque Estadual Carlos Botelho, com 37.644 hectares, situa-se na Serra de Paranapiacaba, região sudeste do estado de São Paulo. Juntamente com outros parques estaduais, este parque faz parte de um grande complexo ecológico da Mata Atlântica, abrigando inúmeras espécies ameaçadas de extinção da fauna e flora, como a onça-pintada.